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SINGREH em Transformação: CBH PN3 reúne lideranças em mesa de diálogo sobre governança e integração hídrica

Em 2 de outubro de 2026

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SINGREH em Transformação: CBH [...]

Mesa de Diálogo reuniu representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas, do Igam e do IEF para debater a gestão integrada em toda a Bacia do Rio Paranaíba

Integração Institucional, Governança Colaborativa e os Desafios para uma Gestão Hídrica Integrada e Eficiente. Essas foram as temáticas debatidas nesta quinta-feira (1º de outubro) durante a Mesa de Diálogo  “SINGREH em Transformação”, comandada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Baixo Paranaíba (CBH PN3), durante sua 68ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). 

Representando os Comitês de Bacias Hidrográficas, a Mesa de Diálogo reuniu a professora efetiva na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Campus Pontal, mestre em Geografia e secretária do CBH PN3, Katia Gisele Pereira, o engenheiro florestal na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB), mestre em Desenvolvimento Sustentável e presidente do CBH Paranaíba, Fábio Bakker, bem como o gestor governamental na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad-GO) e vice-Presidente do CBH Paranaíba, João Ricardo Raiser.   

Também compuseram essa troca de experiência e saberes o diretor-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marcelo da Fonseca e a bióloga mestre em Ecologia pela UFU, analista ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), atual coordenadora do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Triângulo,  Cyntia Goulart Corrêa Bruno.

O encontro foi realizado de maneira presencial na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) Regional Vale do Paranaíba, em Uberlândia, e reuniu os segmentos que compõem o Comitê com o objetivo de fortalecer a governança descentralizada das águas.

A secretária do CBH PN3, Katia Gisele Pereira definiu a oportunidade como “um momento institucional extremamente importante. Nós temos pessoas com muita experiência e maturidade dentro do sistema para nos ensinar. Então, o que fizemos nessa mesa foi, justamente, amadurecer junto com essas instituições a questão da integração institucional buscando a governança e eficiência na aplicação de recursos”.

Durante a mesa, os painelistas debateram a necessidade de romper modelos de gestão verticalizados, priorizando uma construção conjunta e participativa entre o comitê interestadual e os afluentes. Em um momento único de revisão e atualização do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) da Bacia do Rio Paranaíba, a articulação busca garantir que o novo planejamento da bacia reflita as demandas regionais de forma integrada, unindo recursos técnicos, orçamentários e decisões estratégicas tomadas em diferentes instâncias.

O diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, define a aproximação entre os Comitês de Bacias Hidrográficas e o órgão gestor como peça-chave para o aprimoramento contínuo das rotas e metas institucionais. 

“Quando a gente fala da gestão de uma bacia hidrográfica, ela não está limitada ao sistema de recursos hídricos, mas nós temos que ter contribuições de todas as outras políticas. Então aqui foi esse momento, essa reflexão extremamente importante para nós estarmos nesse aprimoramento contínuo de todo o planejamento na bacia”, pontuou.

Cabe ressaltar que o PIRH Paranaíba é um instrumento de importância central para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e para subsidiar a gestão das águas na Bacia do Rio Paranaíba. O processo é realizado de maneira integrada para toda a bacia, possibilitando uma visão “do todo para as partes”, essencial ao planejamento de natureza estratégica e oportunizando sinergias, mas sem deixar de respeitar as especificidades e o foco necessário em cada sub-bacia.

 

O vice-presidente do CBH Paranaíba, João Ricardo Raiser explicou que a atuação dos CBHs vai muito além da realização de obras de melhorias, funcionando como uma ponte para a construção de soluções integradas e pensamento estratégico coletivo. “A gente está construindo parcerias e articulação e integração que não só resultam na obra, mas na multiplicação de todo o impacto para a bacia. Isso é fundamental para a gestão de águas: integração e articulação com o envolvimento de todos os setores”.

 

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